terça-feira, 29 de setembro de 2009

Proposta de Projeto : Semana da Consciência Negra (Dias 16 a 21 de Novembro)

Proposta de Projeto : Semana da Consciência Negra (Dias 16 a 21 de Novembro)
Sugestão de Projeto para a Escola Prof Maria Amelia Guimarães
Proposta de Projeto : Semana da Consciência Negra Dias 16 a 21 de Novembro de 2009

Justificativa

Com a finalidade de discutir e implementar a nova Lei 11645/08 no Curriculo Básico da escola Professora Maria Amélia Guimarães a temática: Historia e Cultura Africana, Afro-Brasileira e Indígena; mediante a importância deste tema para toda a sociedade brasileira em se propor novos valores,conhecimentos da sua propria História , refletindo e descontruindo preconceitos culturais/raciais ,tornam- se necessárias as práticas cotidianas de valorização da cultura negra brasileira/africana e indígena em todo o espaço escolar: comunidade,trabalhadores em educação.
Portanto, a criação da Semana da Consciência Negra seria de grande importância para o incio de uma educação que respeite as pluralidades culturais, as diversidades e que seja realmente uma educação democrática, preocupada com a formação Humanista e cidadã de seus alunos, comunidade e demais segmentos da escola.

Objetivos
Refletir sobre a diversidade cultural brasileira.
Compreender as diversas formas de Resistência das populções afro-brasileiras e indígenas
durante os vários períodos históricos no Brasil.
Combater e refletir as relações e as práticas de Racismo no Brasil.
Conhecer a história do Samba, Maracatu,Capoeira,Congado Mineiro.

Metodologia
Aulas expositivasVideos produzidos através uso da Internet.
Debates: utilização de jornais, revistas artigos sobre os varios temas direcionados.
Atividades Lúdicas : Apresentações de Grupos de Capoeira, Congado, de Samba de Raiz, Street Dance(Hip Hop); Teatro.

Sistema Avaliativos: 10 pontos relativos ao Bimestre
Os alunos serão avaliados de acordo com o interesse na semana da consciência negra:
através de produção de textos,cartazes, produção de videos ou exposição com retroprojetores,apresentações em grupos de dança, música ou teatro.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Debate sobre Cultura Indígena

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Trabalho de Recuperação 7 serie (8Ano)

E.E Prof Maria Amélia Guimarães
Trabalho de Recuperação Semestral em História
7 serie (8ano)
Professor Rômulo
Nome : n turma
1) Quais eram as críticas dos iluministas ao Antigo Regime?
2) O que foi o Despotismo Esclarecido?
3) "A autoridade do príncipe é limitada pelas leis da natureza e do Estado... O príncipe não pode, portanto, dispor de seu poder e de seus súditos sem o consentimento da nação e independentemente da escolha estabelecida no contrato de submissão..."
Diderot, artigo "Autoridade política", Enciclopédia. 1751

Tendo por base esse texto da Enciclopédia, é correto afirmar que o autor
a) pressupunha, como os demais iluministas, que os direitos de cidadania política eram iguais para todos os grupos sociais e étnicos.
b) propunha o princípio político que estabelecia leis para legitimar o poder republicano e democrático.
c) apoiava uma política para o Estado, submetida aos princípios da escolha dos dirigentes da nação, por meio do voto universal.
d) acreditava, como os demais filósofos do Iluminismo, na revolução armada como único meio para a deposição de monarcas absolutistas.
e) defendia, como a maioria dos filósofos iluministas, os princípios do liberalismo político que se contrapunham aos regimes absolutistas.

4) O iluminismo inspira o movimento revolucionário francês no final do século XVIII. No tocante a esse movimento, pode-se afirmar que
a) a ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder estava relacionada à garantia de consolidar o poder político da alta burguesia contra ameaças da esquerda e de forças externas contrárias à difusão dos ideais da Revolução Francesa.
b) o governo de Napoleão Bonaparte tornou-se conhecido pela intensa repressão política, sendo inclusive o responsável direto pela ordem de execução de Luis XV e de sua família, durante a segunda fase da Revolução Francesa.
c) a Comuna de Paris, sob o comando de Robespierre, Marat e Danton, desencadeou a luta política que provocou a deposição do Império Napoleônico, iniciado com a Revolução Francesa.
d) a queda de Napoleão Bonaparte, no início da Revolução Francesa, teve grande repercussão na Assembléia Constituinte, já que os senhores feudais perderam a hegemonia sobre o poder legislativo.
e) os jacobinos, que tiveram uma participação ativa na Revolução Francesa, aliaram-se à Napoleão Bonaparte buscando garantir, no seu governo, garantias sociais para os camponeses e para os operários de Paris.

5) Durante a Idade Moderna, a Europa estruturou o chamado Estado Moderno que possuía basicamente três elementos fundamentais: o Absolutismo Monárquico, o Mercantilismo e o Colonialismo. Tais elementos mantinham estreitas e inseparáveis relações.
A partir da condição acima citada, cite três características básicas do Mercantilismo.



6) As práticas mercantilistas, ocorridas na Idade Moderna, estiveram relacionadas com:
a) a exploração de impérios coloniais e a regulamentação do comércio exterior.
b) o surgimento das Corporações de Ofícios.
c) a idéia de liberdade de produção, de concorrência e de circulação de mercadorias.
d) o surgimento das doutrinas iluministas.
e) o final dos regimes absolutistas e os princípios liberais surgidos nas chamadas revoluções burguesas.


7) A Revolução Industrial Inglesa só foi possível pelo processo histórico de acumulação primitiva criador tanto do CAPITAL quanto do TRABALHO. A liberação da mão-de-obra e formação do proletariado ocorreu com:
a) os cercamentos dos campos e a expulsão dos camponeses das terras comuns.
b) o intenso cultivo de algodão nos campos ingleses.
c) o processo de reforma agrária na Inglaterra.
d) o intenso proceso de imigração de trabalhadores de outras nações européias para as indústrias inglesas.
e) a produção agrícola organizada em técnicas feudais.

8) O que foram os "cercamentos", na Inglaterra do séc XVI?
9) Cite três fatores que possibilitaram à Inglaterra, o pioneirismo na Revolução Industrial.

10) A revolução industrial ocorrida no final de século XVIII transformou as relações do homem com o trabalho. As máquinas mudaram as formas de trabalhar, e as fábricas concentraram-se em regiões próximas às matérias-primas e grandes portos, originando vastas concentrações humanas. Muitos dos operários vinham da área rural e cumpriam jornadas de trabalho de 12 a 14 horas, na maioria das vezes em condições adversas. A legislação trabalhista surgiu muito lentamente ao longo do século XIX e a diminuição da jornada de trabalho para oito horas diárias concretizou-se no início do século XX.
Pode-se afirmar que as conquistas no início deste século de decorrentes da legislação trabalhista, estão relacionadas com
a) expansão do capitalismo e a consolidação dos regimes monárquicos constitucionais.
b) a expressiva diminuição da oferta de mão-de-obra, devido à demanda por trabalhadores especializados.
c) a capacidade de mobilização dos trabalhadores em defesa dos seus interesses.
d) o crescimento do Estado ao mesmo tempo que diminuía a representação operária nos parlamentos.
e) a vitória dos partidos comunistas nas eleições das principais capitais européias.

Trabalho de Recuperação

ESCOLA ESTADUAL PROF MARIA AMÉLIA GUIMARÃES DISCIPLINA HISTÓRIA 6 SERIE(7 ANO)
DATA
PROF RÔMULO BRUNO DE SOUZA

Aluno(a) NOTA

SALA

1)Sobre a Europa Medieval é incorreto afirmar :

a) A civilização européia medieval misturou elementos da cultura da antiguidade
grega e romana com elementos da cultura dos povos bárbaros.
b) durante muito tempo as cidades,o dinheiro e o comercio não foram importantes, a maioria das pessoas viviam no campo chamado de feudo.
c) Os servos eram os proprietários das terras e os senhores feudais seus criados que tinham que trabalhar em suas terras.
d) Neste período a Igreja dominava a vida cultural,quase todos os livros e pinturas abordavam assuntos religiosos.

2) Todas as alternativas estão corretas sobre as características do Feudalismo, exceto:

a) a economia é essencialmente agrária,auto suficiente,produzida para o consumo
imediato.
b) O poder político era descentralizado ,cada senhor feudal mandava em seu feudo, o rei tinha o poder simbólico e mandava só em seu feudo.
c) Sociedade era ruralizada, vivia no campo a maioria, era dividida em estamentos, possuía hierarquia: clero, nobreza e camponeses.
d) A ciência, a Razão, determinava o modo de pensar e de viver da sociedade.

3) Sobre a servidão feudal( os camponeses) é incorreto afirmar que

a) Todo esforço produtivo ficava nas mãos do Senhores Feudais, eles que cortavam as árvores,semeavam e aravam a terra.
b) Os servos tinham que pagar obrigações feudais aos nobres como a corvéia que era dar metade de sua produção ao nobre dono da terra.
c) Os servos (camponeses) não eram escravos,não pertenciam aos nobres, estavam ligados à terra para manter sua sobrevivência.
d) Aconteceram muitas revoltas camponesas devido a super-exploração do seu trabalho e de suas péssimas condições de vida.










4)Durante so séculos XI ,XII e XIII a Europa Medieval sofreu grandes transformações no
modo de produção feudal , nas alternativas abaixo só uma esta incorreta, mar que a
questão incorreta.

a) com o fim das invasões bárbaras,novas tecnologias para a plantação foram se
desenvolvendo , a rotação de culturas, o uso do arado puxado por cavalos e bois
possibilitou o aumento da produção de alimentos e de campos cultivados.
b) As cruzadas não possibilitaram o comércio pois eram expedições exclusivamente
Religiosas, com isso não houve o renascimento do comércio.
c) Alguns feudos começaram a produzir mais do que necessitavam , produziram
excedentes,que foram sendo trocados nas feiras medievais.
d) O comércio se desenvolveu apareceram os burgos(cidades) e uma nova classe a burguesia que faziam o comércio e moram nas cidades.


5) Sobre o Absolutismo Monárquico é incorreto afirmar que:

a) Nos séculos XV e XI surgiram os Estados Nacionais, a autoridade do reis cresceram muito, somente eles poderiam fazer as leis,nomear juízes e generais do exécito para toda nação.
b) As características do Estado Nacional europeu são: o território, o governo
Absolutista,a moeda nacional o idioma nacional,os impostos,o exército nacioal, e
leis nacionais.
c) O Estado Absolutista não protegia os nobres, toda a autoridade estava nas mãos dos reis que só protegiam os burgueses no comércio com os africanos.
d) Os impostos eram cobrados pelo rei para fazerem obras como fortalezas, estradas e pagar os funcionários reais, soldados do exército.

6) A respeito da construção do Estado Absolutista é incorreto afirmar que:

a) Os primeiro reis absolutistas tiveram que domar, impor sua autoridade sobre as
famílias nobres.
b) A unificação nacional favorecia a burguesia, pois o rei dava privilégios
comerciais aos burgueses no comércio a longa distâncias.
c) A nobreza feudal tinha também privilégios, não pagavam impostos e eram funcionários do rei na administração do Estado e tinham as maiores patentes no exército nacional.
d) A Itália e a Alemanha foram os primeiros Estados Nacionais a se formarem na Europa, isto garantiu que fossem as primeiras potências da Europa no século XI.











7) Sobre o Mercantilismo é incorreto afirmar que

a) Quanto mais rico o país, mais poderoso seria o monarca absolutista.
b) O Estado não intervia na economia, o comércio, a agricultura no artesanato e em outras atividades, existia liberdade de mercado que não era controlado pelo Estado.
c) Os Estados que faziam as práticas Mercantilistas desenvolveram suas economias a partir de algumas ações como acumular metais preciosos ,ouro e prata, mantiveram o protecionismo alfandegário e um balança comercial favorável e a exploração colonial.
d) A expansão marítima tinha como objetivo para os europeus fazerem o comércio das especiarias com o Oriente sem o intermédio dos turcos otomanos e as cidades italianas Genova e Venesa.

8)Sobre a Expansão Marítima é incorreto afirmar que

a) Desde os tempos das cruzadas os europeus eram fascinados pelos produtos
Orientais.
b) os países europeus Portugal e Espanha queriam acabar com os privilégios comerciais das cidades italianas e dos árabes no comércio das especiarias orientais.
c) Os portugueses foram os pioneiros(primeiros) na expansão marítima,comandados pelo almirante Vasco da Gama finalmente chegaram as Índias.
d) Os europeus não tinham medo do desconhecido, das novas terras e das pessoas que poderiam encontrar na busca do comércio com o Oriente pois já conheciam todos os continetes.


9) “ o maior impulso para a expansão marítima européia nos séculos XV e XVI foi a
necessidade de comerciar com o Oriente as especiarias, os gordos lucros com o
comércio chegaram a 6000% A respeito desta frase podemos entender que :

a) Os países que desenvolveram o comércio marítimo tornaram -se ricos e poderosos.
b) Os europeus não gostavam das especiarias por esta razão não fizeram o comercio com o Oriente.
c) Grandes lucros foram conseguidos através do comércio com o Oriente.
d) As Grandes Navegações tiveram como objetivo o lucro .

10) Foram características dominantes da colonização portuguesa na América:

a) pequenas unidades de produção diversificada, comércio livre e trabalho compulsório.
b) grandes unidades produtivas de exportação, monopólio do comércio e escravidão.
c) pacto colonial, exploração de minérios e trabalho livre.
d) latifúndio, produção monocultora e trabalho assalariado de indígenas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Combate ao Racismo

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Direitos e Deveres da Ética

Por Monica Garcia Sanches- 2 ano - EJA M 4
Orientação : Professor Carlos

A palavra ética é originada do grego ethos, que significa modo de ser, carater.Através do latim mos(mores) que significa costumes,deriva-se a palavra moral.Em filosofia, ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade, seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo-sociedade.
Define-se Moral como um conjunto de normas,princípios,preceitos,costumes,valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu grupo social.Moral e ética não devem ser confundidos: enquanto a moral é normativa, a ética é teórica e busca explicar e justificar os costumes de uma determinada sociedade, bem como fornecer subsídeos para a solução de seus dilemas mais comuns.
Porém deve-se deixar claro que etemológicamente ética e moral são expressões sinônimas ,sendo a primeira de origem grega, enquanto a segunda e sua tradução para o latim
A ética não deve ser confundida com a lei,embora a lei teha como base a princípio éticos.
Ao contrario do que ocorre com a lei, nenhum indivíduo pode ser compelido pelo Estado ou por outros indivíduos , a cumprir as normas éticas,nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas;por outro lado, a lei pode ser omissa quando a questões abrangidas no escapo da ética.
A maioria das profissões têm o seu próprio código da ética profissional, que é um conjunto de normas de cumprimento obrigatório,derivados da ética, frequentemente incorporados a fé pública.Nesses casosos pricípios éticos passam a ter força de lei, nota-se que, mesmo nos casos em que esses códigos não estão incorporados a lei, seu estudo tem alta probabilidade de exercer influência,por exemplo, em julgamentos nos quais se discutam fatos relativos a conduta profissional. Ademais, o seu não cumprimento pode resultar em sanções executadas pela sociedade profissional, como censuara pública e suspensão temporária ou definitiva do direito de exercer a profissão.

CONTINUA ...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Mercantilismo

Política econômica desenvolvida pelos Estados europeus entre os séculos XVI e XVIII, baseada no absolutismo estatal e na empresa privada. Corresponde à transição do feudalismo para o capitalismo, portanto à era de acumulação do capital. Caracteriza-se pela interferência do governo na economia, na acumulação de metais preciosos, na balança comercial favorável (exportação maior que importação) e na exploração colonial. O fortalecimento do poder real depende de sua capacidade de acumular riquezas e de proteger a nação da concorrência militar e econômica de outros países. Com a formação das monarquias nacionais surge o desejo das nações de se tornar potências, apoiadas pela burguesia. Nessa época, a riqueza é determinada pela quantidade de metais preciosos (ouro e prata) que se possui. Os países que não têm acesso direto às minas procuram aumentar seu comércio. Para isso iniciam a expansão marítima e comercial, conquistando e explorando novos territórios. Para controlar a riqueza e a economia, os Estados utilizam-se de barreiras alfandegárias, tarifas de comércio, incentivo às empresas privadas, controle da produção interna e promoção das atividades comerciais. A criação de companhias de comércio para a exploração colonial também é um elemento da política mercantilista. São empresas privadas nas quais se associam governo e empresas comerciais para ampliar e defender, inclusive militarmente, os negócios nos territórios então descobertos. Um exemplo é a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, cujo objetivo era garantir para a Holanda (Países Baixos) o mercado fornecedor de açúcar. Com a Revolução Industrial, em meados do século XVIII, o mercantilismo é substituído pelo liberalismo econômico, que defende a não-interferência do Estado na economia.

Independência do Brasil

Separação política entre a colônia brasileira e a metrópole portuguesa, declarada oficialmente no dia 7 de setembro de 1822. O processo de independência começa com o agravamento da crise do sistema colonial e se estende até a adoção da primeira Constituição brasileira, em 1824.As revoltas do final do século XVIII e começo do XIX, como a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana e a Revolta Pernambucana de 1817, mostram o enfraquecimento do sistema colonial. A independência dos Estados Unidos (EUA) e a Revolução Francesa reforçam os argumentos dos defensores das idéias liberais e republicanas. Cresce a oposição na Europa e na América ao absolutismo monárquico e ao colonialismo. Aumentam as pressões externas e internas contra o monopólio comercial português e o excesso de impostos numa época de livre comércio.

Corte portuguesa – A instalação em 1808 da Corte portuguesa no Brasi contribui para a separação definitiva das duas nações. A abertura dos portos e a criação do Reino Unido do Brasil praticamente cortam os vínculos coloniais e preparam a independência. Com a Revolução do Porto, em 1820, a burguesia portuguesa tenta recuperar seus interesses comerciais no Brasil. A partir de 1821, as Cortes Constituintes – o Parlamento lusitano – obrigam dom João VI a jurar lealdade à Constituição por elas elaborada e a retornar imediatamente a Portugal. No Brasil fica dom Pedro, como regente, para conduzir a separação política, caso fosse inevitável.Pressionado pelas Cortes Constituintes, dom João VI chama dom Pedro a Lisboa. Mas o príncipe regente resiste às pressões, que considera uma tentativa de esvaziar o poder da monarquia. Forma-se em torno dele um grupo de políticos brasileiros que defende a manutenção do status do Brasil no Reino Unido. Em 29 de dezembro de 1821, dom Pedro recebe um abaixo-assinado pedindo que não deixe o Brasil. Sua decisão de ficar é anunciada no dia 9 de janeiro do ano seguinte, num gesto enfático. O episódio passa à história como o Dia do Fico.

Articulações políticas – Entre os políticos que cercam o regente estão os irmãos Antônio Carlos e José Bonifácio de Andrada e Silva e o visconde de Cairu, José da Silva Lisboa. Principal ministro e conselheiro de dom Pedro, José Bonifácio luta num primeiro momento pela manutenção dos vínculos com a antiga metrópole, resguardando o mínimo de autonomia brasileira. Convencido de que o rompimento é necessário, passa a ser o principal ideólogo da independência política do Brasil, e fica conhecido desde então como Patriarca da Independência. Fora do círculo da Corte, outros líderes liberais, como Joaquim Gonçalves Ledo e Januário da Cunha Barbosa, atuam nos jornais e nas lojas maçônicas. Fazem pesadas críticas ao colonialismo português e defendem a total separação da metrópole.Em 3 de junho de 1822, dom Pedro recusa fidelidade à Constituição portuguesa e convoca a primeira Assembléia Constituinte brasileira. Em 1º de agosto, baixa um decreto declarando inimigas as tropas portuguesas que desembarcarem no país. Cinco dias depois assina o Manifesto às Nações Amigas, redigido por José Bonifácio. Nele, dom Pedro justifica o rompimento com as Cortes Constituintes de Lisboa e assegura "a independência do Brasil, mas como reino irmão de Portugal".

Independência – Em protesto, os portugueses anulam a convocação da Assembléia Constituinte brasileira, ameaçam com o envio de tropas e exigem o retorno imediato do príncipe regente. No dia 7 de setembro de 1822, numa viagem a São Paulo, dom Pedro recebe as exigências das cortes. Irritado, reage proclamando a independência do Brasil. Em 12 de outubro de 1822 é aclamado imperador e, em 1º de dezembro, é coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, recebendo o título de dom Pedro I. No início de 1823, realizam-se eleições para a Assembléia Constituinte encarregada de elaborar e aprovar a Carta constitucional do império brasileiro. A Assembléia é fechada em novembro por divergências com dom Pedro I. Elaborada pelo Conselho de Estado, a Constituição é outorgada pelo imperador em 25 de março de 1824. Com a Constituição em vigor e vencidas as últimas resistências portuguesas nas províncias, o processo de separação entre colônia e metrópole está concluído. Contra o liberalismo de setores das elites brasileiras triunfa o espírito conservador e centralizador de José Bonifácio. Ele consegue promover a independência mantendo o regime político, a monarquia, e a ordem social, sem a abolição da escravatura. A independência, entretanto, só é reconhecida por Portugal em 1825, quando dom João VI assina o Tratado de Paz e Aliança entre Portugal e Brasil.

Revolução Francesa

Revolução social e política que acontece na França de 1789 a 1799. Sob o lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade, a burguesia revolta-se contra a monarquia absolutista e, com o apoio popular, toma o poder, instaurando a I República – chamada Mariana. Os revolucionários acabam com os privilégios da nobreza e do clero e livram-se das instituições feudais do Antigo Regime.

Antecedentes – No final do século XVIII, cerca de 98% da população pertence ao Terceiro Estado, que reúne grandes e pequenos burgueses, trabalhadores urbanos e camponeses. Ele arca com os pesados impostos que sustentam o rei, o clero (Primeiro Estado) e a nobreza (Segundo Estado). A população também sofre com os abusos do absolutismo de Luís XVI (1754-1793). A burguesia detém o poder econômico, mas perde as disputas políticas para o clero e a nobreza, que se aliam nas votações – um voto para cada Estado. Estimulada pelos ideais do iluminismo, revolta-se contra a dominação da minoria. A partir de 1786, o país enfrenta uma série de dificuldades econômicas, como a crise da indústria e uma seca que reduz a produção de alimentos. Em 1788, o rei convoca a Assembléia dos Estados Gerais, um ano depois que os nobres, na Assembléia dos Notáveis, se recusam a aceitar medidas contra seus privilégios.

Tomada da Bastilha – Os Estados Gerais começam seus trabalhos em maio de 1789, no Palácio de Versalhes. Em junho, a disposição de liquidar o absolutismo e realizar reformas leva a bancada do Terceiro Estado a autoproclamar-se Assembléia Nacional Constituinte. A população envolve-se, e as revoltas em Paris e no interior, causadas pelo aumento do preço do pão, resultam na Tomada da Bastilha, em 14 de julho, marco inicial da Revolução. Grande parte da nobreza sai do país. Em agosto de 1789, a Constituinte anula os direitos feudais ainda existentes e aprova a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Em setembro de 1791 é finalizada a Constituição, que conserva a Monarquia, mas institui a divisão do poder (Executivo, Legislativo e Judiciário), proclama a igualdade civil e confisca os bens da Igreja. Girondinos e jacobinos – A unidade inicial do Terceiro Estado contra o Antigo Regime dá lugar a uma complexa composição partidária, que evolui conforme os vários momentos da revolução. Os girondinos, que se sentam à direita do plenário, representam a alta burguesia, são mais conservadores e combatem a ascensão dos sans-culottes (o povo). Os jacobinos, à esquerda, representam a pequena e média burguesia e buscam ampliar a participação popular no governo. Republicanos radicais são liderados por Robespierre (1758-1794) e apoiados pelos cordeliers, líderes das massas populares de Paris. Os deputados do centro, que oscilam entre jacobinos e girondinos, recebem o apelido de grupo do pântano.

Monarquia constitucional – Em abril de 1792, os monarquistas patrocinam a declaração de guerra à Áustria, como possibilidade de voltar ao poder. Austríacos e prussianos invadem a França com o apoio secreto de Luís XVI, mas são derrotados pelos populares. Os sans-culottes, liderados por Marat (1743-1793), Robespierre e Danton (1759-1794), assumem o governo. Criam a Comuna de Paris em agosto de 1792 e organizam as guardas nacionais. Radicaliza-se a oposição aos nobres, considerados traidores. Em setembro, o povo invade as prisões e promove execuções em massa.

República jacobina – Forma-se nova Assembléia, a Convenção, entre 1792 e 1795, para preparar outra Constituição. Os girondinos perdem força, e a maioria fica com os jacobinos, liderados por Robespierre e Saint-Just (1767-1794). Os montanheses, uma facção dos jacobinos, proclamam a República em 20 de setembro de 1792. Luís XVI é guilhotinado em janeiro de 1793. Começa o Período do Terror, que dura de junho de 1793 a julho de 1794. Sob o comando ditatorial de Robespierre são criados o Comitê de Salvação Pública e o Tribunal Revolucionário, encarregado de prender e julgar os traidores. A Comuna aprisiona e guilhotina 22 líderes girondinos e até jacobinos, como Danton e Desmoulins (1760-1794), acusados de conspiração. Poucos meses após a morte de Danton, em julho de 1794 – dia 9 do novo mês Termidor –, Robespierre e Saint-Just também são presos e guilhotinados. Com a execução de Robespierre chega ao fim a supremacia jacobina. Os girondinos, em aliança com o grupo do pântano, instalam no poder a alta burguesia.

Burguesia no poder – Os clubes jacobinos são fechados e nova Constituição é redigida (1795), instituindo outro governo, o Diretório (1795-1799), que consolida as aspirações da burguesia. Nesse período, o país sofre ameaças externas. Para manter seus privilégios, a burguesia entrega o poder a Napoleão Bonaparte. Mesmo com a queda do Império Napoleônico, em 1815, e a ameaça de restauração monárquica pelas potências européias vencedoras, a burguesia retoma o controle do governo francês em 1830. O Estado burguês, construído por Napoleão Bonaparte, permanece. Para muitos historiadores, a Revolução Francesa é o auge de um amplo movimento revolucionário que consolida uma sociedade capitalista, liberal e burguesa. Atinge outros países, como a Inglaterra e os EUA, e chega à França com maior violência e ideais mais bem delineados. Os movimentos pela independência da América Espanhola também são reflexo dessas transformações.